Mais do que o melhor amigo do homem, os cães-guia são os olhos do deficiente visual. Ele auxilia na locomoção e nas atividades do cotidiano, tais como ir ao trabalho, tomar um ônibus ou metrô, comprar pão, etc.

Treinamento do Cão-guia

Cão GuiaPara ser um cão-guia, o animal é treinado em escolas especiais para isso e passa por uma seleção rigorosa, avaliando desde a genética do animal até seu comportamento. Se selecionado, o filhote entra em fase de socialização, quando conta com ajuda de treinadores ou de uma família voluntária, que fica com ele até mais ou menos um ano.

Ao longo desse tempo de sociabilidade, o bicho aprende a urinar e defecar em lugar correto e conviver em ambiente social com tranquilidade. Após essa fase, é hora de começar o treinamento específico, que dura até sete meses. Nesse tempo, o cachorro aprende a desviar de obstáculos, entrar e sair de algum ambiente, perceber movimentos de carros e fluxo do tráfego, dentre tantas outras coisas.

No último mês, o cão se junta ao seu dono e ali eles recebem orientações para que o casamento seja perfeito e harmonioso. Ao todo, são 16 meses de treinamento, podendo se estender até 2 anos. Várias raças podem ser usadas nessa tão nobre função: pastor-alemão, dálmatas ou mesmo o boxer. Mas a raça mais comum é o labrador, que tem como característica ser uma raça trabalhadora e muito dócil.

Após o treinamento, o cachorro aprende a andar firmemente ao lado de seu dono, se move na direção em que é solicitado, obedecendo os comandos do seu dono; auxilia seu dono a enfrentar obstáculos (ex.: quando há degraus de uma escada, ele para) e a lidar com o transporte público, além disso, pode levar o seu companheiro aos botões de um elevador. O cão-guia é completamente preparada para obedecer o seu dono e evitar que ele possa correr perigos.

Principais Raças

Desde pequenos, os filhotes são preparados para se tornarem cães-guia e quando são aposentados, geralmente, os instrutores ou os grupos de projetos sociais são responsáveis por encontrar locais para ele ficar. As raças mais utilizadas para essa finalidade são Pastor Alemão, Labrador, Golden Etriever. Cachorros dessas raças são famosos por terem inteligência, força, atenção e facilidade para se adaptar, características consideradas ideais para um cachorro guia. Tudo isso é considerado na hora de um instrutor realizar o treinamento ao animal e devem ser desconsiderados animais que tenham tendências agressivas e dificuldades de socialização.

Relacionamento entre Cão-guia e Dono

Dentro de uma escola apropriada, os cães que conseguem chegar até a fase final do treinamento são levados para os seus donos, e assim, de acordo com a personalidade do cachorro, estes são escolhidos para auxiliar um determinado tipo de pessoa. Por exemplo, quando é alguém mais jovem, o ideal é procurar cães agitados. É importante que ambos tenham compatibilidade para que adquiram um relacionamento satisfatório. É importante entender que um cão-guia não deve ser interrompido por outras distrações (pessoas, animais, comida, etc.), pois caso isso aconteça, ele poderá falar em suas atividades.

Aposentadoria do Cão-guia

Geralmente, na faixa dos 8 a 10 anos, um cão-guia é a fase da aposentadoria do cachorro, mas irá variar de acordo com a saúde dele. Assim, quando chega o momento, muitos são levados para a adoção. Ao chegar nessa idade, alguns diminuem a sua capacidade de atenção, mesmo seguindo todos os comandos.

Quero um Cão-guia

Para conseguir um animal desse nível é necessário entrar em contato com ONGs que trabalham no treinamento de um cão-guia. O treinamento tem um custo alto aqui no Brasil, mas os deficientes visuais cadastrados em alguns projetos sociais não pagam pelo animal; porém, precisam encarar uma fila de espera com tempo indefinido. Há, também, a possibilidade de adquirir um bicho no exterior, mas lá, só o preço do cachorro é superior ao que é vendido no Brasil, fora todas as taxas de viagem.